O presidente da Uefa, Aleksandr Ceferin, falou sobre a traição de seu “compadre”, Andrea Agnelli, com absoluta razão, na tarde desta seguda-feira. Ceferin é padrinho da filha do presidente da Juventus, que assumiu a vice-presidência da nova Superliga, abaixo de Florentino Pérez. Questões bíblicas à parte, a resposta esportiva da Uefa à Superliga é uma piada.

A nova Champions terá 225 partidas, cem a mais do que a atual. Mais jogos, mais dinheiro.

Haverá grupo único de 36 clubes, em vez dos oito grupos de quatro clubes. Acontece que os 36 clubes não jogarão todos contra todos. Cada time jogará dez vezes, de acordo com o ranking de cada adversário. Serão três jogos contra times da mesma faixa, três contra equipes da segunda faixa e os quatro restantes de outra faixa no ranking.

Entendeu? Nem eu.

Fato é que a classificação será com todos juntos, embora os times joguem contra adversários diferentes. Os oito mais bem classificados, ao final da primeira fase, estarão automaticamente classificados para as oitavas-de-final. Os oito últimos, eliminados. Todos os dezesseis intermediários, entre o nono e o vigésimo-quarto lugares, serão reagrupados para mata-mata classificatório para as oitavas.

Aí, no primeiro semestre de 2025 — a nova Champions nascerá na temporada 2024/25 — começam os as partidas eliminatórias de oitavas, quartas, semifinais e final. A Superliga está prevista para a temporada 2022/23. Claro que haverá conversas entre Uefa e dirigentes de clubes até lá. A atual Champions nasceu de ameaças de criação de Superligas, especialmente pelo ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.